este post tem mais do Coisa de Lilly do que do Blog da Reforma

Padrão

o patchwork é um trabalho lindo.

em alguns lugares do mundo ele alcança o nivel de atividade cultural.

quem já assistiu o filme “Colcha de Retalhos“, pode se lembrar que em torno da confecção de uma colcha para um festival anual, mulheres de várias idades se reunem para costurar alí naquele pedaço de tecido, suas emoções.

cada quadrado de tecido que será depois costurado a outros e formará a colcha, mostra o momento das vidas delas em que foram felizes.

olhe, quem não viu este filme, assista e me fale depois…

mas se nem todas as colchas são assim feitas com este primor, algumas são bem simplesinhas o que não tira o significado delas, que é o ato de juntar importantes  pedaços de tecidos e aquecer alguem.

hummmm, lembrei agora do filme Lado a Lado, em que a mãe ( Susan Sarandon) faz para a filha uma colcha de retalhos com fotos delas  impressas no tecido…

(é impressão minha ou este post tem mais de Coisa de Lilly do que de Blog da Reforma?)

eu me lembro bem das colchas de retalhos que tinha na casa da minha avó Luiza.

algumas eram bem artesanais, de quadradinhos, triangulos ou hexágonos…

enquanto que outras eram apenas restos dos retalhos que sobravam das roupas que minha avó fazia, costurados aleatóreamente.

então às vezes numa colcha viamos ali o mesmo tecido do vestido dela, ao lado do jeans desbotado de alguem, ou de um pedaço de sarja que sobrou da lamofada do sofá.

estes retalhos tambem estavam nos tapetinhos que resguardavam as soleiras das portas

tiras de retalhos prendiam pequenos triangulos.

o verso do tapete era sempre um tecido desbotado que havia servido anteriormente para alguma coisa.

incrivel como nada se desperdiçava na casa da minha avó.

de uns tempos pra cá o patchwork voltou em detalhes inusitados.

abajour do estudio glória

mesinha da loja inglesa Squint)

molduras e cupulas da Squint

sofá divino maravilhoso do Estudio Glória

o legal é não ter medo de misturar estampas, como ns velhas colchas da vovó.

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Sobre coisadelilly

mulher, mãe e esposa, workaholic; uma inconformada com a situação mundial; uma pessoa que ama cães, caminhar, ir a liquidações, comer jujubas; viciada em seriados americanos; prendada mas sem tempo de colocar em pratica suas habilidades; desprovida de inveja e más intenções; uma pessoa que adora joaninhas, pink, flores, romantismo, craft, musica; um pé no presente, um no passado, a cabeça no futuro; uma pessoa nada facil; que tenta se livrar do saco de ossos de vidas passadas, que vive o agora; que esqueceu o que não devia e lembra o que não quer; uma pessoa na versão enciclopédica 2.0 que não pode ser resumida.

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  1. OI querida,
    Adorei seu post, porque fala do lado humano, sentimental do patch. Fala também de outro aspecto importante, o patch não é uma tradição apenas americana, todas as culturas fazem colchas e tapetes com retalhos, aqui no Brasil este trabalho é muito comum e podemos vê-los em muitas casas, seja em colchas, seja em tapetinhos pelas cozinhas… e tem o mesmo valor sentimental pois, como vc bem disse, lá enxergamos o vestido da avó, a blusa da irmã, a almofada…
    E o quilt americano nada mais é do que nosso matelassê, bom e velho, presente nas colchas da minha infância, feito à mão.
    Como é bom acordar com um texto delicioso… até me deu vontade de um bolo de fubá… veja como é a cabeça da gente, retalhos, sentimentos, cores, carinho = bolo de fubá da minha avó!
    Beijo
    Lu

  2. Oi amiga…
    Achei essa colcha linda…comprei uma no mesmo estilo “patchwork”. Fiquei encantada com ela na minha cama…
    Gosto desse tipo de trabalho, mesmo lembrando casa de vó, rsrsrs!!!
    Abraços,
    Val

  3. eu também gostava de ficar olhando os retalhinhos das colchas e dos tapetes da minha casa. a minha mãe era costureira, então eu ficava me lembrando de quem eram as roupas de que sobraram aqueles pedacinhos.
    as colchas dela sempre foram as simples, só de quadradinhos, sem matelassê, e tinha também os tapetes, iguaizinhos aos que vc postou.
    atualmente ela arrecada tecidos e retalhos e faz as colchas para doar para bebês carentes.

    bj

  4. Minha avó não costurava, mas tinha dessas colchas tb.
    Em casa tem alguns tapetinhos de patchwork (para o quintal, lavanderia) que minha mãe compra pq acha prático, fácil de lavar e durável.
    Aqui tem tapete de todo jeito rss.

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